sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Igrejas Batistas Isoladas?

Até meados do século XIX os batistas existiram sem fazerem parte de nenhum sistema religioso. As igrejas eram independentes mas tinham um forte elemento de ligação entre si, a Bíblia. Todas as igrejas batistas eram semelhantes quanto à prática da fé cristã pois não aceitavam nenhuma autoridade a não ser as Escrituras para direcioná-las neste mundo.
Na segunda metade do século XIX os batistas do Sul dos EUA resolveram se organizar e unir igrejas que desejassem somar esforços para a evangelização do mundo. Surgiu, então, a primeira Convenção Batista. A idéia desvirtuou e a organização se enveredou por caminhos de incredulidade quanto à Palavra de Deus, inclusive disseminando incredulidades por todo o mundo através de suas missões. Foi assim que chegou a Teologia Liberal aqui no Brasil e que está detonando com as igrejas batistas brasileiras da CBB, inclusive abrindo espaço para o neo-pentecostalismo no meio batista.
Na Convenção do Sul houve uma reação e os liberais foram "despachados" devidamente. Crentes fiéis, denominados de fundamentalista pelos liberais, assumiram a liderança da Junta de Richmond, graças a Deus.
Mas o estrago no Brasil ficou. Até a década de 80 do século XX a CBB ainda se mantinha do rumo das Escrituras. Os Seminários ainda conseguiam formar pastores fiéis à Palavra de Deus e, por isso, ainda podíamos perceber que as igrejas batistas brasileiras eram independentes porém semelhantes em suas condutas de vida cristã, pois ainda tinham a Bíblia como única fonte de regras. Éramos unidos pela Palavra de Deus. Já existiam sinais de degeneração nos grandes centros, mas as igrejas, de um modo geral, ainda eram batistas de fato.
Hoje a CBB tornou-se um grande organismo religioso centralizador de igrejas e, pior que isso, destruidor de igrejas batistas.
Com a rejeição da Bíblia como sendo a Palavra de Deus escrita, os Seminários formaram pastores e líderes incrédulos na Bíblia e crédulos em si próprios ou outras pessoas, meros filósofos religiosos.
A incredulidade levou ao desprezo da evangelização como forma de crescimento das igrejas e ao desprezo da crença de quem dá o crescimento é Deus, mediante a semeadura do evangelho de Jesus Cristo.
Sábios em si mesmos, conforme seus próprios pensamentos, líderes se dedicaram a desenvolver ou abraçaram métodos de crescimento de igrejas. Alguns foram para os EUA em busca de maiores conhecimentos de tais métodos. Abraçaram os princípios maléficos do marketing (essencialmente capitalista) e aplicaram às igrejas de Cristo, que nunca deveriam tentar servir a Deus e a Mamon.
O resultado está diante de nós, Mamon venceu. Igrejas que supostamente crescem estão repletas de pessoas sem salvação pois nunca foram agregadas às igrejas por uma conversão, porém por uma conveniência apresentada por algum método de crescimento.
As igrejas batistas da Convenção Batista Brasileira se deterioram cada vez mais e o motivo é somente um: O evangelho da salvação não está mais sendo pregado porque a Bíblia está desacreditada e o marketing sendo largamente utilizado.
Precisamos nos unir em torno da evangelização, precisamos nos unir em torno da crença de que a Bíblia é a Palavra de Deus. Deixemos as organizações humanas de lado e nos unamos em torno do evangelho de Jesus Cristo.
É a nossa única esperança para que igrejas batistas sejam realmente unidas em Cristo.

1 comentários:

Tom Alvim disse...

Sou um defensor da democracia, mas quando ela ainda não está madura corre o risco de por seus próprios mecanismos vir a se destruir. Infelizmente isso tem acontecido em nosso meio, os lobos chegam em nossas igrejas, de forma despachada e demonstrando eloquência e liderança e já assumem "ministérios" importantes e ai o estrago começa, vão disseminando teologias estranhas em nosso meio e os batistas ficam calados por medo de serem taxados de quadrados, tradicionais, etc. Talvez esta seja uma tendência sem volta, pois os batistas de verdades (sem generalizar) têem medo de defenderem no que acreditam.